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 07 09 2010
Vendas pelo comércio eletrônico   Converter para PDF  Versão para Impressão 
À primeira vista, a joalheria da empresária Tânia Ying é como outra qualquer: tem vitrine, produtos e vendedores. Só que loja de Tânia é virtual. A empresária optou pela Internet para reduzir custos.

“Hoje, custa muito caro abrir uma loja no shopping, até cinco vezes mais do que a loja virtual”, explica.

O diretor da Câmara de Comércio Eletrônico, Cid Torquato, aprova a decisão da empresária. Para ele, a Internet hoje é indispensável quando se fala em ter sucesso nos negócios.

“As grandes empresas já estão conectadas, digitalizadas e fazendo boa parte dos seus negócios pela Internet, ganhando com isso produtividade e competitividade. Para as pequenas interagirem com as grandes - comprar e vender, mas também competirem com elas -, o único caminho é usar as mesmas ferramentas”, opina Cid.

Para construir as páginas da loja, Tânia contratou a especialista Itiara Elias, por R$ 30 mil. A empresária investiu outros R$ 20 mil em computadores, máquina digital e um mini-estúdio fotográfico, onde são tiradas fotos dos novos produtos, que serão colocadas no site. O objetivo é mantê-lo sempre atualizado.

A joalheria virtual de Tânia tem 240 itens, expostos em mais de 500 páginas. Para o internauta não se perder, existem guias de escolha das peças, seja por item, por preço e até por tipo de pedra da jóia.

O site também valoriza as imagens. Fotos grandes e variadas mostram desde detalhes até a peça sendo usada. Outro cuidado foi com a segurança da loja.

“Nós temos um sistema, que é um dos mais modernos, que não permite que o site fique com o número do cartão. A operadora do cartão de crédito é que fica com o número do site e nos confirma a compra ou não”, conta Itiara.

Em nove meses de funcionamento, a joalheria virtual cadastrou 300 clientes. O próximo passo da empresária é fazer as versões em inglês e espanhol da loja. A partir daí, começar a exportar. Para tornar a loja mais conhecida, a empresária investe em propaganda na própria Internet.

“Anunciar na Internet, através de banners, não é caro. Custa muito mais barato do que outras formas de mídia e com resultados muito interessantes. Outra maneira é através do e-mail marketing - não confundir com o spam -, onde as pessoas autorizaram o recebimento de informações sobre sua empresa. Uma terceira alternativa muito interessante é se cadastrar nos site busca ou de comparação de preços”, aconselha Cid.

EXPORTAÇÃO DE ESTOJOS MUSICAIS

Desde 1993, o empresário Marcos Bonna e a mulher dele, Káthia, usam a Internet para exportar toda a produção de estojos musicais (foto). No início, eles usavam apenas o e-mail para atender distribuidores internacionais. Mas, em 1998, investiram R$ 1.500 para montar o site, que aumentou os lucros da empresa.

“Agora, o consumidor final tem idéia de onde me achar e onde achar os produtos. As fotos estão no site e eles entram em contato direto comigo. Isso facilitou demais a venda direta”, elogia Marcos.

Os empresários recomendam: exportar, só com pagamento adiantado. Eles já tiveram calote de lojista dos Estados Unidos. Outra dica: os produtos brasileiros conquistaram uma imagem boa lá fora. Ou seja, a marca Brasil vende. Por isso, a bandeirinha brasileira é obrigatória – tanto no site, como no produto.

Em vez de anúncios na Internet, a empresa manda folhetos para clientes no mundo inteiro e todo ano participa de encontros internacionais.

“Nesses eventos, é possível encontrar os maiores fabricantes de instrumentos, as grandes lojas e os músicos famosos, que vão usar esses equipamentos”, conta Káthia.

A entrega dos produtos é feita de duas maneiras. Para lotes grandes, sai mais barato contratar um despachante aduaneiro. Para quantidades pequenas, os empresários usam o Exporta Fácil, dos Correios.

Por este programa, a remessa de um estojo para os Estados Unidos chega em quatro dias e custa R$ 226. A empresa vende 200 estojos por mês e, no último ano, as vendas cresceram 50%.

“Hoje em dia, com mínima chance de erro, os melhores negócios estão na Internet, mesmo que depois você opte por fazer a compra em uma loja convencional”, finaliza Cid.

fonte: Pequenas Empresas Grandes Negócios


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