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Pastas e cadernos por telefone, flores pela internet. Nas duas empresas que vendem estes itens, o velho balcão de atendimento perde para a rapidez do telefone e a praticidade da informática. Cinco cliques e menos de cinco minutos. Toda vez que manda flores para a mulher, José Della Manna usa a internet. Muito mais rápido que se eu tivesse que pegar o carro, procurar uma floricultura, estacionar, escolher. Pela internet eu já vejo várias fotos na tela ao mesmo tempo, escolho a que eu quero, pra mim é uma mão na roda, explica José.
Graças a essa praticidade, Marcos Brancher, dono floricultura, ganha mercado. Desde 96, 80% das vendas são feitas pela internet e o restante por telefone. O faturamento da empresa aumentou 50%. Com a internet, a gente consegue abranger uma população muito maior, a gente tem clientes tanto aqui no Brasil quanto no exterior também, comenta Marcos.
Marcos calcula que com R$20 mil é possível montar uma loja virtual. Ele contratou uma empresa de informática para desenvolver e atualizar, toda semana, um programa de vendas pelo computador. É que como se fosse uma loja no mundo real. Você esta montando novas animações para datas especiais, a gente faz promoções, então tem que está sempre fazendo uma coisa agradável, que seja estética, mas que seja prático também, fala Pedro Shianulera, analista de sistemas.
O empresário recebe cerca de 300 encomendas por mês, número que aumenta dez vezes em datas comemorativas. Para atender a toda essa gente, a empresa conta com três vendedoras que conferem os pedidos no computador.
Se tivesse uma loja comum, o empresário calcula que gastaria três vezes mais com ponto comercial e com funcionários. Aqui tudo é simples. O próprio florista pega o pedido, faz o arranjo e passa para o motorista. O maior desafio está no último passo: para não comprometer todo o trabalho, a entrega tem que ser tão eficiente quanto a venda.
Em São Paulo, as flores são entregues com veículos próprios. Já para outros estados e para o exterior a empresa fez parceria com sete mil floriculturas. A entrega tem que ser muito rápida. Muitas pessoas ligam aqui pra gente e falam: olha são quatro horas da tarde dá para entregar até as seis horas, em tal lugar? A gente se esforça e dá um jeito de entregar para o cliente, conta Marcos.
A rapidez também é o grande apelo da central de atendimento telefônico voltado para a venda de produtos de escritório e papelaria. Assim, a papelaria recebe mais de 400 pedidos por mês.
Segundo o empresário Marcelo Jardim, o atendimento tem de ser especial para disputar o mercado com grandes empresas. Marcelo instalou um sistema nos computadores com o histórico dos clientes. Cada um deles deve ser tratado como único. É a personalização desse atendimento e tentar com essa personalização que o preço fique sempre em segundo plano. Porque, na realidade, os grandes atendem porque eles têm um poder de fogo, um marketing muito grande e uma força em preço muito maior. Então você tenta buscar o outro lado, aquilo que eles falham, ressalta Marcelo.
A estratégia de Marcelo é acostumar o cliente a sempre fazer o pedido por telefone. Para isso ele juntou na papelaria vários serviços: xerox, assistência técnica de celular e até correio. E para estimular a compra, ele pega pelo bolso: não importa o valor do pedido, a entrega em qualquer lugar da cidade, é sem taxa.
Antigamente eu precisava comprar muita quantidade, deixar estocado e você segurava um capital de giro. Agora eu vou pegando a minha necessidade. Eu peço, me entregam super rápido, pra mim é muito mais prático, explica o cliente Ricardo Gouveia.
E por mais moderna que seja a forma de vender, o mais importante ainda é a velha regra de comércio: a satisfação do cliente em primeiro lugar. No caso de vendas por telefone ou pela internet, isso quer dizer: praticidade, pontualidade e rapidez. Fonte: Pequenas Empresas Grandes Negócios
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